Gestão do risco de Vibrio

Os laboratórios da Eurofins Food & Feed, apoiam-no na preservação segura e sustentável de estirpes patogénicas de Vibrio, garantindo a fiabilidade das suas análises, a conformidade regulamentar e o controlo de riscos microbiológicos.

Serviços-chave:

  • ISO 21872-1: método de referência para a deteção de Vibrio parahaemolyticus e Vibrio cholerae.
  • Identificação ao nível da espécie: permite uma avaliação de risco mais precisa e uma melhor rastreabilidade.
  • Suporte à exportação e à conformidade regulamentar: especialmente relevante para produtos da pesca provenientes de regiões de elevado risco.
  • Aconselhamento técnico especializado na definição de planos de amostragem e na realização de análises ambientais para empresas do setor alimentar que manipulam produtos da pesca de maior risco.

Impacto variável na saúde 

As três principais espécies de Vibrio responsáveis por doenças de origem alimentar podem causar sintomas que variam desde diarreia ligeira a grave (V. parahaemolyticus e V. cholerae) até septicemia (V. vulnificus) e, em alguns casos, cólera.

Podem ocorrer complicações e, nos casos mais graves, a infeção pode ser fatal, com uma taxa de mortalidade que pode atingir 75%.

Vias de contaminação diversas e pouco comuns

  • Os serogrupos O1 e O139 de Vibrio cholerae, responsáveis pela cólera, estão principalmente associados à transmissão entre humanos, à ingestão de água contaminada ou ao consumo de alimentos contaminados por água.

  • As principais fontes de contaminação por Vibrio parahaemolyticus e Vibrio cholerae não‑O1/não‑O139 são crustáceos, moluscos e outros produtos do mar.

  • No caso do Vibrio vulnificus, a contaminação de origem alimentar é rara; a transmissão ocorre sobretudo através do contacto da pele com água contaminada.

Determinação da patogenicidade: abordagem em uma ou duas etapas

A natureza patogénica do Vibrio pode depender de fatores adicionais para além da simples deteção da espécie em 25 g de amostra:

  • Vibrio vulnificus -Todas as estirpes são atualmente consideradas patogénicas por defeito.
  • Vibrio parahaemolyticus -  As estirpes devem possuir genes que codificam uma das duas hemolisinas (TDH ou TRH), produzidas no intestino humano e responsáveis pela patogenicidade.
  • O Vibrio cholerae requer determinação do serogrupo:
  • Para estirpes não‑O1/não‑O139, é avaliada a presença de genes que codificam a toxina da cólera. Nota: em 2021, foi registado na UE um surto de origem alimentar causado por uma estirpe sem este gene.
  • Para estirpes dos serogrupos O1 ou O139, a patogenicidade é considerada confirmada.

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