Análises de origem geográfica

As alegações de origem geográfica nos rótulos alimentares são cada vez mais importantes para consumidores e legisladores. As violações dos sistemas de rastreabilidade são frequentemente reportadas. As ferramentas analíticas são, por conseguinte, essenciais para sustentar processos de controlo robustos e assegurar a integridade e segurança das cadeias de abastecimento.

Principais serviços

  • Análise de razão isotópica estável por IRMS (tipicamente ²H, ¹³C, ¹⁵N e ¹⁸O)
  • Informações isotópicas específicas do local, quando aplicável; por exemplo, SNIF‑NMR em etanol de vinhos e destilados
  • Perfilagem complementar, como fingerprints metabolômicos por RMN
  • Em alguns casos, marcadores elementares ou isotópicos adicionais; por exemplo, ⁸⁷Sr para identificação regional

Observação: os parâmetros utilizados devem permitir a diferenciação entre países ou regiões

Verificação de origem declarada para ingredientes alimentícios únicos

  • Produtos de origem vegetal
  • Produto vegetal com pelo menos país de origem declarado
  • Cereais, incluindo café: 13C, 15N, 18O
  • Suco de fruta (não concentrado): 13C, 18O, 2H
  • Vinho: 13C, 18O, 2H
  • Azeite de oliva (UE): 13C, 18O, 2H
  • Frutas e vegetais frescos: 13C, 18O, 2H
  • Produto vegetal com origem regional: 87Sr (quando aplicável)
  • Produtos de origem animal
    • Carne e produtos lácteos: sinal de alimentação com silagem de milho (13C)
    • Carne base e mel: 13C, 15N, 2H
    • Leite: 13C, 15N, 18O
    • Manteiga: 13C, 2H, 18O
    • Queijo: 13C, 15N, 2HOvos: 18O, 2H

Como funciona o controle de origem geográfica de alimentos

Uma origem única não pode ser determinada com absoluta certeza apenas por análises; no entanto, é possível verificar se as características analíticas de um produto correspondem aos dados de referência da origem declarada. Essa abordagem é aplicada rotineiramente tanto a produtos de origem vegetal quanto animal.

Os perfis de plantas são influenciados pelo ambiente de cultivo. Já os perfis de origem animal são influenciados pelas condições de criação, como a água consumida e a alimentação local. O comércio globalizado de ração pode reduzir essas diferenças, mas as práticas agrícolas e industriais locais ainda podem fornecer indicadores diferenciadores.

Produtos naturais não alimentícios, como algodão, têxteis e certos materiais, também podem ser avaliados quanto à sua origem quando existem marcadores analíticos adequados.

Vantagens do uso desses métodos

  • Verificação baseada em evidências: compara amostras com grandes bases de dados de referência, cuidadosamente validadas
  • Aplicabilidade em múltiplas matrizes: adequada para produtos vegetais, animais e alguns materiais naturais não alimentícios
  • Técnicas complementares: IRMS e perfilagem por RMN fornecem informações distintas e complementares, aumentando a confiabilidade
  • Transparência na decisão: resultados interpretados com base em intervalos estatísticos de confiança definidos

Interpretação dos resultados

Os testes são mais seletivos quando a área geográfica caracterizada da origem declarada é menor. A interpretação baseia-se no uso de intervalos de confiança estatísticos derivados do conjunto de dados de referência. Normalmente, utiliza-se um nível de confiança superior a 99% para a tomada de decisão.

  • Se a amostra estiver fora do intervalo de referência, não pode pertencer à origem declarada, sendo reportada como não conforme à alegação.
  • Se estiver dentro do intervalo, é considerada consistente com a alegação, observando-se que outras origens não detectáveis, com perfis semelhantes, ainda podem ser possíveis.

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